24.01.2020

Como ajudar os filhos na adaptação da vida escolar

Como ajudar os filhos na adaptação da vida escolar

A volta às aulas é um momento marcante para a vida dos alunos, de veteranos a iniciantes – crianças que, pela primeira vez, vão encarar o momento mágico da vida escolar. E pais e escolas têm papel fundamental para ajudar na adaptação dos pequenos. 


“Para os novos alunos da Educação Infantil a escola é, inicialmente, um espaço novo e desconhecido, com um professor que não faz parte do seu círculo de relacionamento”, esclarece Lady Christina Sabadell, diretora geral da Escola Bilíngue Pueri Domus. “Ir para a escola significa separar-se de pessoas conhecidas e de ambientes seguros. Isso gera insegurança natural, intensificando a dependência dos pais. A criança precisa de um tempo para conhecer e aceitar a escola, adquirindo confiança no novo espaço”, conta a diretora, que é pedagoga e psicopedagoga com mais de 30 anos de experiência em educação. 


É fundamental que as escolas ofereçam períodos de adaptação especial, que variam de criança para criança e, geralmente, costumam se resumir à primeira semana de aula. E também é necessário um olhar cuidadoso e atento por parte dos educadores para que percebam o que aproxima as crianças. Esse tipo de ação contribui para a construção de vínculos afetivos na escola e desenvolvimento do exercício da convivência, quando pequenas ações ajudam a criar relações entre as crianças e o efetivo processo de adaptação. 


Para facilitar este momento, a Escola Bilíngue Pueri Domus elencou dez dicas para a adaptação escolar ser tranquila. Veja a seguir quais são:

1. CONVERSE COM A CRIANÇA SOBRE A ESCOLA
Procure ouvir a criança sem demonstrar ansiedade ou fazer um “questionário”. Conte o que vai acontecer enquanto estiverem na escola. Mantenha a tranquilidade, falando menos e ouvindo mais.

2. DEMONSTRE SEGURANÇA, SEMPRE
Mostre firmeza na hora de deixar a criança na escola, despedindo-se carinhosamente. Demonstre que gostaria que permanecesse na escola, conhecesse sua classe, os novos amigos e aproveitasse o que lhe vai ser oferecido. Afirme que irá esperar por ela na saída. Organize-se especialmente nos primeiros dias, para que não atrase de forma alguma para buscá-la. O período de adaptação, longo ou breve, é importante tanto para seus filhos, como para os pais. É nesse momento que a confiança na escola se estabelece para ambos. O papel da escola é o de orientá-los e o dos pais, de cuidar e nos ajudar para que esse momento importante seja seguro e tranquilo para a criança.

3. REFORÇO POSITIVO É IMPORTANTE
Não comente na presença da criança as atitudes negativas dela na escola. Ao contrário, reforce o fato de ter ficado sem chorar, mesmo que por pouco tempo, e ter trabalhado em classe.

4. A IMPORTÂNCIA DE ESTABELECER A ROTINA
A criança deve vir todos os dias à escola, uniformizada e na hora marcada, respeitando horários de entrada e saída. Deve-se evitar que, neste período, ela chegue com muita antecedência ou permaneça além do horário de saída.

5. CHORAR É NATURAL
Nesse período, a maneira que a criança se expressa para demonstrar seu desagrado frente a algo que o incomoda é o choro. Seja firme, paciente e acredite que ela estará bem e que a separação nesta fase é um processo necessário.

6. OBJETOS DE APEGO
Não é bom mudar a rotina da criança. Essa é a primeira “grande” separação (mãe/criança) e, por isso, algumas delas necessitam de um referencial que faça uma ponte casa/escola. Portanto, os objetos de apego são bem-vindos (paninho, chupeta, ursinho, etc.). Depois da adaptação, aos poucos estes objetos vão sendo deixados de lado.

7. TROCA DE INFORMAÇÕES
Toda adaptação gera angústias e inseguranças, tanto em crianças como em adultos. É importante manter um diálogo estreito entre pais e escola, para dar informações sobre a criança e tirar dúvidas. Entre os recursos disponíveis estão entrevista com a coordenação, breve com a professora na hora da saída, trocar recados via agenda e reunião individual com a professora após o primeiro mês de aula.

8. FORMAS DE EXPRESSÃO
Nessa faixa etária, as crianças, por ainda não terem a linguagem verbal totalmente desenvolvida, expressam seu descontentamento, angústia ou insegurança utilizando a linguagem corporal. Como muitos estão na fase oral, período em que sentem a necessidade de levar à boca tudo o que estiver ao seu alcance, eles não compreendem que mordidas, beliscões e puxões de cabelo, machucam e causam dor. É provável que situações como essas aconteçam nesse período, mesmo com a professora atenta. Quando isso ocorrer, os pais são informados. 

9. COMPORTAMENTO DIFERENTE
Neste início de ano escolar a criança poderá ter oscilações no comportamento como: choro, medo, receio, falta de apetite, alteração no sono, teste de limites, etc. Há necessidade de tempo para ajustes entre escola, família e criança, o que é perfeitamente normal.

10. ADAPTAÇÃO A UMA SEGUNDA LÍNGUA
Outra preocupação dos pais, principalmente para as escolas bilíngues, é a adaptação a uma segunda língua. Lady Christina Sabadell explica que a aprendizagem do inglês acontece de forma progressiva, respeitando o ritmo de cada criança tanto na primeira língua quanto na segunda. Ela ressalta ainda que a comunicação não verbal e gestual e a linguagem corporal também são formas de expressão que são levadas em consideração e permitem que o professor realize uma leitura do comportamento da criança. “O contato com a segunda língua começa com palavras soltas, músicas, rimas e brincadeiras. Essa forma de aprendizagem, pautada na ludicidade e dentro de contextos significativos, dará sentido ao processo de input ao idioma para que ela ocorra com naturalidade”, resume. 

Postado por Alfapress Comunicações | 0 comentários
Marcadores: Pueri Domus

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