16.11.2016

Emprego na construção cai 1,46% em setembro em Campinas

Emprego na construção cai 1,46% em setembro em Campinas

A construção civil de Campinas registrou uma redução de 1,46% no nível de emprego em setembro na comparação com agosto, com fechamento de 290 postos de trabalho na cidade. O saldo de trabalhadores foi de 19.819 para 19.529. No acumulado do ano, a redução chega a 11,54%, ou seja, - 2.694 vagas. 

Este é o 5º mês consecutivo de queda de vagas de emprego em Campinas. Apesar disso, em setembro a queda foi mais acentuada em relação aos meses passados. Em agosto a queda havia sido de 2,03% e em julho foi de 2,23.

Na região, a maior queda ficou com Paulínia (-10,46%). Em setembro, a cidade perdeu 132 vagas. Em contrapartida, Limeira foi a que mais subiu (2,94%) com um acréscimo de 137 vagas em setembro. (veja a tabela completa com as cidades da região no fim do release).

Os dados são da pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE). 

"Nossa expectativa ainda é positiva. Estamos percebendo, sim, uma melhora, mas ela é lenta. Durante esse período entre dezembro e fevereiro, a construção civil sempre sente uma baixa no emprego por não haver lançamentos de obras e por conta dos feriados e festas, independentemente de crise ou não. Por esse motivo, os índices positivos poderão ser observados com maior clareza a partir de março de 2017", explica Márcio Benvenutti, diretor da Regional do SindusCon-SP em Campinas.

Brasil

Com a queda de 1,14% no nível de emprego em setembro na comparação com agosto, a construção civil brasileira alcançou a negativa marca de dois anos seguidos de cortes, totalizando 899.913 mil demissões. Foram 30.823 demissões em setembro, deixando o saldo de trabalhadores no setor em 2,678 milhões. Em outubro de 2014, primeiro mês de queda, o estoque era de 3,57 milhões.

Nos primeiros nove meses do ano houve corte de 225.069 vagas. Em 12 meses, o saldo negativo é de 460.014 empregos a menos. Desconsiderando efeitos sazonais*, foram fechadas 48.068 vagas em setembro (-1,80%). 

Os dados são da pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE). 

Para o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, a nova queda do nível de emprego reflete a persistência de escassez de novos investimentos em construção, apesar do otimismo com a condução da política econômica. “Medidas que objetivem o reequilíbrio fiscal, como a instituição de um teto para os gastos públicos e a reforma da Previdência, são necessárias para recuperar a confiança dos investidores. Porém, não bastam para reaquecer a economia”, comenta.

Romeu Ferraz preconiza a necessidade de adoção urgente de outras medidas para estimular a produção e o emprego, como as reformas tributária e trabalhista, a racionalização das despesas do governo, a diminuição dos juros, a elevação da oferta de crédito e a agilização das concessões e parcerias público-privadas da União, estados e municípios.

Estado de São Paulo

Em setembro, houve queda de 1,27% no emprego em relação a agosto - redução de 9,22 mil vagas. O estoque de trabalhadores foi de 724,8 mil em agosto para 715,6 mil em setembro. Desconsiderando a sazonalidade**, houve queda de 1,29% (-9,27 mil vagas).

No período, o segmento de obras de instalação e imobiliário respondeu pelo pior desempenho (-1,93% e -1,50%, respectivamente).

Na capital, que responde por 44,5% do total de empregos no setor, a queda em setembro na comparação com o mês anterior foi de 1,71% (-5.566 vagas). Em 12 meses, São Paulo registra retração de 13,96%. 

Entre as Regionais do SindusCon-SP, Santos apresentou a maior queda (-1,84%), seguido por Santo André (-1,67%). A Regional de Presidente Prudente foi a única a apresentar alta – 0,47%.

Veja abaixo os números das principais cidades integrantes da Regional do SindusCon-SP em Campinas:

 

Emprego por cidades

(julho de 2016)*

Cidade

Variação mensal (%)

Variação absoluta do estoque

Americana

-1,20

-52

Campinas

-1,46

-290

Indaiatuba

-2,04

-129

Limeira

2,94

137

Paulínia

- 10,46

- 132

Piracicaba

0,00

0

Rio Claro

-2,07

-49

Valinhos

2,09

23

     
     
 

 *Os dados da tabela consideram os fatores sazonais

 

Sobre o SindusCon-SP

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) é a maior associação de empresas do setor na América Latina. Congrega e representa 650 construtoras associadas e 22,5 mil filiadas em todo o estado. A construção paulista representa 27,5% da construção brasileira, que por sua vez equivale a 5,3% do Produto Interno Bruto do Brasil.

 

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