22.11.2016

Pesquisa sobre desenvolvimento de tijolo ecológico em Campinas avança

Pesquisa sobre desenvolvimento de tijolo ecológico em Campinas avança

Lançado há apenas cinco meses, o projeto de desenvolvimento de um tijolo ecológico produzido a partir de lodo chegou a um novo estágio. Os pesquisadores descobriram que, devido a partícula do resíduo ser extremamente fina, ela não trabalha quimicamente bem com o cimento. Portanto, seria necessário uma grande quantidade do material, o que inviabilizaria economicamente o projeto do tijolo ecológico.

Atualmente, a universidade está focada em encontrar a dosagem adequada do agente e do reagente do material para que se possa gerar uma resistência mecânica que, ao serem misturados com o lodo, viabilize a aplicação do produto em calçadas. “Queremos conquistar um método que torne o produto algo prático e viável economicamente, substituindo o cimento”, afirma o professor Lucas Barboza, responsável pela pesquisa no Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp).

A parte experimental está sendo desenvolvida nos laboratórios do curso de engenharia civil da Unasp. “No momento, estamos fazendo a verificação do comportamento do material e elaborando alguns protótipos para que eles possam ser efetuados ou aprimorados até que se chegue à matéria final, que é o nosso grande objetivo”, destaca Barboza.

Projeto coletivo

Parceria entre a Regional do SindusCon-SP em Campinas, a Prefeitura Municipal de Campinas, a Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa), a Unasp e a MRV, o projeto busca o desenvolvimento de um tijolo produzido a partir do lodo proveniente do tratamento de água e esgoto urbanos. Atualmente, são geradas cerca de 6.750 toneladas deste resíduo por ano na cidade, e os custos com o armazenamento e o transporte do resíduo chegam a R$ 1,2 milhão.

O objetivo é evitar que os resíduos das estações de tratamento da Sanasa, em Campinas, seja descartado na natureza e possa ser utilizado na fabricação de tijolos ecológicos, que poderão pavimentar calçadas e edificar paredes não estruturais.

Para o diretor regional do SindusCon-SP em Campinas, Márcio Benvenutti, há uma expectativa muito grande por parte de todos os envolvidos. “Apoiamos esse projeto com o intuito de coordenar a ação sem quaisquer benefícios de lucro na produção ou no registro da marca. A finalidade do SindusCon-SP é auxiliar e qualificar as pessoas para que possam produzir o tijolo ecológico futuramente”, aponta.

Sobre o SindusCon-SP

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) é a maior associação de empresas do setor na América Latina. Congrega e representa 650 construtoras associadas e 22,5 mil filiadas em todo o estado. A construção paulista representa 27,5% da construção brasileira, que por sua vez equivale a 5,3% do Produto Interno Bruto do Brasil.

 

Assessoria de imprensa SindusCon-SP em Campinas:
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