13.04.2020

Quebrando os 7 mitos comuns sobre o Colostro

Quebrando os 7 mitos comuns sobre o Colostro

Não conseguimos mensurar o número de artigos que existem sobre a importância do colostro para uma bezerra recém-nascida. Frequentemente ouvimos falar em qualidade, quantidade, tempo e sanidade do colostro. No entanto, o que às vezes é esquecido são os mitos comuns associados ao colostro.

A Especialista em Produção e Nutrição de Laticínios, Chelsea Schossow, desmistificou muitas das dúvidas que ainda assombram os criadores e divulgou os 7 maiores mitos sobre o tema.

 

 

Mito 1: IgG é o único ingrediente benéfico no colostro. 

Sim, as IgGs protegem os bezerros até desenvolverem sua própria imunidade. No entanto, o colostro contém vários compostos imunes e de crescimento, além de proteínas, gordura, vitaminas, minerais e aminoácidos que são vitais para o desenvolvimento digestivo inicial do bezerro.

 

Mito 2: A mistura do colostro de todas as vacas frescas melhora a qualidade geral. 

A realidade é que, ao misturar o colostro, é muito fácil transmitir doenças, incluindo o vírus da leucemia bovina, para vários animais em vez de um ou dois. Além disso, o “pool” geralmente enfatiza demais o colostro de baixa qualidade com seu alto volume e baixa concentração de anticorpos.

 

Mito 3: Quanto mais grosso o colostro, melhor.

A concentração de IgG não pode ser determinada visualmente, e mesmo que duas amostras de colostro de vacas diferentes na mesma fazenda pareçam idênticas, sua concentração de IgG pode variar significativamente. Para realmente saber se o colostro é de boa qualidade, ele deve ser avaliado. Leituras no refratômetro de Brix acima de 22% são consideradas de boa qualidade para alimentar recém-nascidos para transferência passiva bem-sucedida quando alimentados com a quantidade correta.

 

Mito 4: Todos os substitutos de colostro são iguais.

Quando uma vaca não produz colostro suficiente e não há nenhum armazenado, ir à casa agropecuária local geralmente é a solução. No entanto, é importante saber a diferença entre um substituto do colostro e um suplemento de colostro. Os suplementos geralmente são feitos a partir de colostro ou soro de leite e contêm 40 a 60 gramas de IgG por dose; eles são usados em adição ao colostro ordenhado quando a vaca não produz o suficiente para o bezerro. É importante considerar se o colostro ordenhado é de baixa qualidade. Mesmo com a adição do suplemento, o bezerro não terá uma transferência passiva eficaz. Os substitutos contêm entre 100 e 150 gramas de IgG por dose, a concentração ideal para uma bezerra recém-nascida. As substituições são usadas quando o colostro não está disponível para a recém-nascida.

 

Mito 5: Como o colostro possui tantos anticorpos, ele é imune a bactérias ambientais.

O colostro não é apenas nutritivo para a criação, mas também cria um excelente ambiente para as bactérias prosperarem. Armazenar adequadamente o colostro em recipientes limpos e higienizados e resfriá-lo rapidamente ajudará a impedir que as bactérias se alimentem dos nutrientes do colostro, que serão ingeridos pelo bezerro.

 

Mito 6: O colostro de novilhas deve ser descartado.

É verdade que as novilhas tendem a produzir menos colostro, mas a qualidade é geralmente aceitável. Além disso, a maioria dos rebanhos geralmente não possui vacas velhas o suficiente para fornecer colostro suficiente para alimentar todos os bezerros nascidos.

 

Mito 7: A melhor e mais rápida maneira de descongelar o colostro é em água muito quente.

Sim, esta pode ser a maneira mais rápida de preparar o colostro congelado para uma bezerra, no entanto, a água muito quente é inimiga dos anticorpos. Água acima de 60 ° C irá cozinhar e destruir os anticorpos necessários para o bezerro. É melhor descongelar o colostro congelado em banho-maria com água a 55 ° C lentamente.

 

O importante é sempre lembrar que o objetivo é criar um bezerro saudável para funcionar como substituto do rebanho. Frequentemente, os criadores ficam tão envolvidos com o cenário geral que esquecem do básico.  Vale a todos reavaliar seu manejo e protocolos de colostro, e reconsiderar alguns desses mitos que surgiram na última década.

 

Sobre a Alta Genetics

A Alta Genetics é líder no mercado de melhoramento genético bovino do mundo. Com matriz localizada em Calgary, no Canadá, atua em mais de 90 países com nove centrais de coleta: Brasil, Estados Unidos, Canadá, Argentina, Holanda e China. Com 20 anos de história no Brasil, a empresa está sediada na cidade de Uberaba/MG, e tem como missão orientar pecuaristas sobre a melhor maneira de usar a genética aliada ao manejo, nutrição, ambiente, gestão e todos os processos para garantir um animal com todo o seu potencial genético. O compromisso da Alta é criar valor, entregar o melhor resultado e construir confiança com seus clientes e parceiros, em busca do desenvolvimento da pecuária. Mais informações no website: http://www.altagenetics.com.br

 

Informações para Imprensa:

Alfapress Comunicações

Larissa Albuquerque (19) 2136-3527 | (19) 9 9785-7482

larissa.albuquerque@alfapress.com.br

Priscilla Granzotto  (19) 2136-3527 | (19) 9 9789-0107

larissa.albuquerque@alfapress.com.br

Postado por Alfapress Comunicações | 0 comentários
Marcadores: Alta Genetics

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Carregando...