17.10.2018

Sistemas de plantio: Como escolher o que oferece maior rendimento para a sua pastagem

Sistemas de plantio: Como escolher o que oferece maior rendimento para a sua pastagem

No Brasil, os produtores rurais têm a sua disposição alguns métodos de plantio que visam à distribuição uniforme das sementes por toda a área que será formada. O Coordenador de Desenvolvimento Tecnológico da Barenbrug, Paulo Ramalho, indica os benefícios e cuidados que é preciso ter em cada sistema. 

“O sistema a linha tem como vantagem a distribuição mais uniforme e precisa das sementes na área e não necessita de posterior incorporação das sementes ao solo. Além disso, utiliza os menores espaçamentos possíveis, o que contribui para uma rápida cobertura do solo e melhor controle de plantas invasoras”, comenta.

O profissional aponta que o sistema a lanço, demanda uma maior quantidade de sementes por área em relação ao plantio em linhas, como forma de compensar a distribuição menos uniforme desse sistema. Tem como vantagem a possibilidade de se trabalhar em áreas irregulares e apresenta maior rendimento de trabalho. Já o plantio direto, é usado principalmente em sistemas de integração lavoura-pecuária.

“O sistema aéreo tem alto rendimento operacional, contudo, necessita maior quantidade de sementes distribuídas por área. Preferencialmente, o uso de sementes de elevada pureza física deve ser empregado. No método de plantadora manual, o principal cuidado a ser tomado é não aprofundar as sementes excessivamente nas covas. Recomenda-se usar matracas com limitadores de profundidade do plantio situados a 2,0 cm da boca da saída das sementes”, aponta.

Alguns tópicos como profundidade do plantio, taxa de semeadura, monitoramento inicial, avaliação de estabelecimento e primeiro pastejo devem ser considerados para o estabelecimento da pastagem.

“A profundidade de plantio é variável de acordo com o tamanho da semente e a capacidade de retenção de umidade do solo (textura). Para as Brachiarias, uma profundidade média de 2,0 cm é o mais indicado, podendo chegar a 4,0 cm em solos mais arenosos. Para Panicum, uma faixa de 0,5 a 2,5 é a melhor recomendação, tendo 1,0 cm como valor médio, em virtude do menor tamanho da semente”, destaca. 

Na taxa de semeadura, deve-se definir a quantidade de sementes com base nas expectativas de estabelecimento, de acordo com as condições de preparo do solo, equipamentos disponíveis, disponibilidade de nutrientes e condições climáticas. A densidade de plantio varia para cada espécie e cultivar, além das condições de plantio, época de plantio, fertilidade do solo, conteúdo de água no solo e manejo de operação da semeadura.

O monitoramento deve ser constante no desenvolvimento das plântulas nas primeiras semanas após o plantio. Ataques de insetos, quando ocorrem, podem reduzir drasticamente a população inicial de plantas. “Também deve ser realizado o controle de invasoras quando necessário. Para se avaliar a qualidade da operação de plantio, a contagem das plântulas deve ser realizada entre 10 e 30 dias após a semeadura na área. É considerado satisfatório quando o número levantado estiver dentro daquele recomendado para cada espécie/cultivar”, avalia.

Em relação à avaliação de estabelecimento, é recomendado fazer a contagem do número de plantas presentes no primeiro pastejo. Essa população de plantas reflete a capacidade de cada espécie e cultivar de compensar perdas de plantas por perfilhamento, o que definirá a produtividade e persistência futura da pastagem.

“O primeiro pastejo tem como objetivo contribuir com o estabelecimento da planta forrageira promovendo o perfilhamento. O desponte inicial das plantas permite a entrada de luz na base das touceiras, estimulando a produção de novos perfilhos, o que definirá o potencial produtivo da pastagem”, finaliza.


Sobre a Barenbrug Brasil

A Barenbrug do Brasil é uma empresa do Royal Barenbrug Group, com mais de cem anos de vida, pioneira e líder mundial no segmento de sementes forrageiras. É especializada no melhoramento genético, na produção e no tratamento de sementes. Desenvolve tecnologias inovadoras para manejo de pastagem e, por meio do programa de melhoramento genético e de sua rede de distribuição, oferece cultivares superiores ao setor agropecuário, adaptadas e com alto potencial de conversão em produto animal. A empresa foi fundada na Holanda em 1904 e possui 27 filiais presentes em todos os continentes – especializadas também no melhoramento genético e na produção de sementes para gramados e forrageiras – o que a torna uma das maiores companhias do setor no mundo. No Brasil desde 2012, a Barenbrug é a única empresa privada especializada em melhoramento genético de forrageiras tropicais. Para mais informações, visite www.barenbrug.com.br 

Postado por Alfapress Comunicações | 0 comentários
Marcadores: Barenbrug

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