
Feiras do agronegócio em 2026: presença estratégica começa agora
fevereiro 4, 2026Durante muito tempo, fazer assessoria de imprensa era sinônimo de escrever um bom release, disparar para a base e torcer para que a pauta ganhasse espaço. Eu vivi essa fase. E vivi também a transição. Hoje, posso afirmar com tranquilidade: release sozinho não sustenta mais uma estratégia de comunicação.
O trabalho do assessor de imprensa ficou — felizmente — muito mais estratégico. Não basta informar, é preciso pensar distribuição, adaptação, leitura de contexto e mensuração de impacto. Na prática, PR e digital precisam andar juntos. Quando isso acontece, a comunicação deixa de ser um conjunto de ações pontuais e passa a gerar resultado real: tráfego qualificado, posicionamento em mecanismos de busca, conversão e, principalmente, reputação construída ao longo do tempo.
Como alguém que já transitou por diferentes áreas da comunicação, aprendi que a essência continua a mesma: escuta, estrutura e narrativa. O que mudou foi o palco. Hoje ele é multicanal, fragmentado, disputado — e o público escolhe onde, quando e como consumir a informação.
Por que o release, sozinho, não funciona mais
Não me entenda mal: o release continua sendo uma ferramenta importante. É nele que organizamos os dados, os fatos, o contexto e a mensagem que queremos comunicar. O problema não é o release, mas achar que ele, isoladamente, resolve.
Na prática, o release virou, muitas vezes, mais um arquivo perdido em caixas de entrada lotadas. Basta olhar para a sua própria inbox. Quantos e-mails você recebe por dia? Agora multiplique isso pela rotina de uma redação.
Vivemos um cenário de excesso de informação e escassez de atenção. Jornalistas e editores têm menos tempo, mais demandas e um volume enorme de conteúdo disputando espaço. Por isso, é cada vez mais comum que eles valorizem materiais mais completos, dados objetivos, boas histórias e conteúdos que já cheguem com algum nível de “prontidão”.
E tem mais: o público final, antes de qualquer coisa, consome informação nos ambientes digitais. Pesquisa no Google, vê um post no LinkedIn, recebe um link no WhatsApp, cruza com um conteúdo no Instagram… Se a história não estiver pensada para esse ecossistema, dificilmente será descoberta, compartilhada ou aprofundada.
Relação: o coração da integração
Bom, o próprio nome da “função” já traz a palavra embutida: relações. E aqui, elas vão muito além de meras transações. Relações nunca foram apenas transações. Relacionamento é sobre ligação, conexão.
Quando falamos em PR + Digital, dá para destacar a questão do relacionamento em três frentes:
- Com jornalistas e influenciadores: construir confiança garante abertura para pautas mais relevantes e cobertura recorrente.
- Com times internos (marketing, criação, SEO, mídia): um bom release vira conteúdo reutilizável – posts, séries, vídeos, FAQs, press kits multimídia.
- Com o público final: a reputação se constrói com consistência, não com um disparo isolado.
Na prática, isso significa reunir jornalistas e times digitais na mesma sala (virtual ou física), pensar juntos o ângulo da pauta e já planejar como o conteúdo será adaptado para owned media. Pode parecer um passo a mais, mas garanto: vale a pena.
Quando trabalhei com projetos que envolveram séries de conteúdo e eventos, vi que as melhores entregas surgiram quando assessoria de imprensa, social media e criação falaram a mesma linguagem desde o briefing. Aí, meu caro, é só partir pro abraço.
De novo, a palavra mágica: relações. 😉
SEO, ou: como transformar visibilidade em valor
Tá, então já alinhamos as ideias, o conteúdo foi construído junto, as relações estabelecidas. Tem mais?
Tem sim.
Aqui entram três letras mágicas – que todo ano tentam matar, mas segue firme e forte: SEO (Search Engine Optimization – ou só otimização para motores de busca). Diferentemente do que muitos pensam, SEO não é só coisa de performance. Ele é a ponte que conecta a cobertura (earned) ao público que busca informações (owned).
Traduzindo: algumas boas práticas, fazem toda a diferença na hora da publicação.
Coisas como o uso de palavras-chave relevantes, formatação correta (usando H1, H2), sugestão de URL amigável, backlinks e metadescrição fazem com que seu release seja não só incrível e publicado, mas também gere tráfego – relevante – por meses e meses.
Costumamos dizer que, um case bem contado e publicado com estrutura se transfora em um conteúdo perene. (sem falar que facilita super a vida de quem vai publicar).
Ou seja: cobertura na imprensa traz visibilidade imediata; SEO converte visibilidade em tráfego consistente e em leads ao longo do tempo.
Tá bom, me convenceu. E na prática?
Bom, o primeiro passo é chamar o colega do lado pra um café e pensar como podem trabalhar juntos. Fora isso, algumas boas práticas ajudam na hora de colocar a mão na massa:
- Briefing unificado: parece – e é– óbvio, mas tudo começa no começo. Assim, desenhar o conteúdo pauta já com objetivos de SEO, formatos para redes e possíveis pautas para imprensa é o primeiro – e principal – passo.
- Versões adaptadas: além do release, vale preparar 2 ou 3 variações como: kit para social, texto para blog otimizado e pitch para imprensa.
- Press kit multimídia: fotos, vídeos curtos, quotes prontas e dados. Isso facilita o trabalho do jornalista e do social (todos agradecem).
- Relatório combinado: criar um dashboard que mostre cobertura, tráfego, backlinks e conversões vinculadas à ação (porque no fim, o cliente quer resultado).
Resumo da ópera: integração que entrega
PR e Digital são capítulos da mesma história. Separados, entregam pouco, mas integrados, criam narrativas que chegam às pessoas certas, no momento certo, e com resultados mensuráveis. Sim, dá trabalho. Exige escuta, planejamento e execução — e também paciência para transformar visibilidade em valor sustentável. Mas no final, vale a pena.
Se você pensa em release como fim, é hora de repensar. Planos integrados não são mais o futuro, mas o presente – necessário – da comunicação.
Quer saber mais, bater um papo, concordar ou discordar disso tudo? Estou aqui, com o time da Alfapress para conversamos sobre como transformar uma pauta em um plano integrado e tirar o máximo da sua próxima história. Afinal, tudo são histórias e boas ideias!



